De interesse próprio, não posso propor e levantar hipóteses sobre o próximo. Antes mesmo eu me considerava insensato e rústico, mais hoje vejo que deixei de reparar nas anomanias do vida, perdendo noção de como somos ignorantes em não dar atenção para nossas dúvidas.
Pensei muito e não me recordo em atropelar ninguém pelo caminho, muito pelo contrário, tive de me esquivar dos ataques, eu era um alvo indiscutivelmente claro. Brincavam com minha astúcia e tudo que pensava ser igual, era diferente. Me sentia preso, mal podia respirar e meu ar já começava a ficar abafado, isso por que sugavam-me por trás. Nem isso fui capaz de evitar!
Me protegia a cada bombardeio, por pouco, meu muro não aguentou Todas as noites eu o fortificava, da forma mais singela possível, "ouvindo a voz de um anjo, Amy lee". E todos os dias eu acordava pronto para um nova batalha, e assim sucessivamente, seguia com minha jornada em busca do sucesso. Hoje me vejo em declínio, já não me vejo tão indefeso, até arrisco ficar dias fora de minha fortaleza, mais quando tudo aperta, logo procuro meu refúgio. "O rancor"
Autor: Eduardo Cruz Lucena


